
“Pensas que eu te esqueci não é anjo? Engana-te. Te vejo por toda parte, tanto nos rostos alheios quanto nos objetos significativos do nosso passado. Sinto seu cheiro espalhado pelo vento que se espalha de maneira doce e tranquila pelos quatro cantos do jardim. Sinto a tua presença nas antigas fotos, vejo um pouco do que poderia ter sido diferente, do que poderia ter dado certo. E pergunto-me porque se afastou assim com tanta facilidade, por que desistiu rápido do que poderia ter durado para sempre, porque nunca acreditou em minhas palavras. Será que aos teus ouvidos soavam tão falsas? Não sei, mas me arrependo de mesmo certa não ter ido atrás de ti, pedido e até implorado para que voltaste de mãos dadas com as minhas. Agora é tarde para se lamentar, aconteceu o que tinha que acontecer e o resultado foi apenas uma lição para mim. Sinto-me fraca, pois desisti. Enganada, pois assim como o vento passageiro é esquecido, tu me esqueceste. E completamente machucada, porque percebi que estás feliz nos braços de outra. Tão feliz como nunca poderia ter te feito sentir igual. Mas confesso que às vezes deixo escapar um breve sorriso, agradeço por ter conseguido superar. Quanto a mim? Fique despreocupado, o tempo vai levando as dores, quem sabe até apague as cicatrizes deixadas pelas desavenças do nosso amor. E talvez seja o fim ou talvez seja apenas o começo de toda aquela história da qual prometemos não desistir. Páginas foram arrancadas, mas o livro ainda está aqui.“
— Cintia
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